{"id":2367,"date":"2026-04-13T17:01:35","date_gmt":"2026-04-13T17:01:35","guid":{"rendered":"https:\/\/aliceblue-cattle-773819.hostingersite.com\/?post_type=cpt_services&#038;p=2367"},"modified":"2026-04-13T17:01:58","modified_gmt":"2026-04-13T17:01:58","slug":"sara-correia","status":"publish","type":"cpt_services","link":"https:\/\/fatacil.pt\/fra\/services\/sara-correia\/","title":{"rendered":"Sara Correia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nasce-se no fado? Ou nasce-se para o fado?&#8230; <strong>Sara Correia <\/strong>nasceu em <strong>Chelas<\/strong>, ali nos in\u00edcios dos anos 90, e, como qualquer outra pessoa que tenha crescido num bairro popular, o fado era b\u00e1lsamo di\u00e1rio para os seus pequenos ouvidos, banda sonora de uma vida normal e tranquila que despontava nos caf\u00e9s ou nas janelas abertas do bairro, na voz de quem trabalhava ou nos r\u00e1dios dos carros que por ali passavam. O fado come\u00e7ou por ser, de facto, a sua casa.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NZKxFWJyynY?si=utT9srpzXBgTOHEc\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2023, Sara abre, precisamente, as portas dessa sua casa e celebra a sua <strong><em>Liberdade<\/em><\/strong>, contando, uma vez mais, com <strong>Diogo Clemente<\/strong> como produtor, mostrando o mais fundo de si num novo \u00e1lbum em que d\u00e1 voz ao que o seu cora\u00e7\u00e3o grita, em que canta hist\u00f3rias e lugares, emo\u00e7\u00f5es e sonhos. Vidas. A sua e a dos que a rodeiam. <strong>\u201cChelas\u201d <\/strong>\u00e9 o primeiro sinal de um trabalho que volta a tomar impulso na tradi\u00e7\u00e3o e a abra\u00e7ar o presente convocando o talento de <strong>Pedro Abrunhosa<\/strong> e <strong>Joana Espadinha<\/strong>, de <strong>Carminho<\/strong>, <strong>Tiago Bettencourt<\/strong> ou <strong>Carolina Deslandes <\/strong>que escreveram para a voz de Sara Correia porque lhe conhecem a hist\u00f3ria de vida, porque j\u00e1 a viram na sua intimidade e percebem o que a apaixona.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para chegar a este presente, no entanto, Sara calcorreou um longo caminho que, com o tempo, se foi abrindo a cap\u00edtulos importantes, fazendo-se de muitas viagens e de v\u00e1rias conquistas. Mas Sara mant\u00e9m-se humilde: \u201csinto-me feliz\u201d, diz ela. \u201cSinto-me feliz e cheia de vontade de continuar a avan\u00e7ar, mas n\u00e3o esque\u00e7o nenhum dos passos que me trouxe aqui. Sei bem de onde venho\u201d, explica ela com desarmante honestidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sara acumulou uma s\u00e9ria experi\u00eancia que come\u00e7ou a ganhar contornos mais definidos ap\u00f3s essa primeira conquista na historicamente importante Grande Noite do Fado, evento que tantos valores revelou e que a consagrou quando contava apenas 13 anos, em <strong>2006<\/strong>. Essa distin\u00e7\u00e3o numa idade-chave abriu-lhe as portas da selecta <strong>Casa de Linhares<\/strong>, lugar centen\u00e1rio que se acredita ter sido frequentado por Lu\u00eds de Cam\u00f5es e cujas paredes ecoam grandes tradi\u00e7\u00f5es. A\u00ed escutou com rever\u00eancia as \u201cli\u00e7\u00f5es\u201d de <strong>Celeste Rodrigues<\/strong>, de <strong>Jorge Fernando<\/strong> ou <strong>Maria da Nazar\u00e9<\/strong> e <strong>Cid\u00e1lia Moreira<\/strong>, entre tantos outros, captando dessa forma natural a ess\u00eancia de um g\u00e9nero que sempre se transmitiu dessa forma, \u00edntima e pessoal. \u201cAprendi com todas essas pessoas\u201d, confirma Sara, \u201cpor estar ao lado delas, por poder ver como elas se entregavam ao fado, mas tamb\u00e9m, e desde sempre, aprendi a ouvir as grava\u00e7\u00f5es da <strong>Am\u00e1lia Rodrigues<\/strong>, da <strong>Beatriz da Concei\u00e7\u00e3o<\/strong> e do <strong>Fernando Maur\u00edcio<\/strong>, as minhas tr\u00eas grandes \u2018fontes\u2019\u201d, revela-nos.<br><\/p>\n\n\n\n<iframe data-testid=\"embed-iframe\" style=\"border-radius:12px\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/artist\/6CDeCfO2MlVXHhHgpK6HvA?utm_source=generator\" width=\"100%\" height=\"352\" frameBorder=\"0\" allowfullscreen=\"\" allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\"><\/iframe>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nasce-se no fado? 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